17.5.10

a outra entrevista - parte I

depois da primeira entrevista, depois do rio de dinheiro que sua família pôde ganhar com a experiência, ela se viu em uma situação que fora descrita milhares de vezes. estava indo para uma dimensão desconhecida com uma tarefa sublime tal qual como seu pai vinte e cinco mais cedo. ela estava nervosa, afinal ninguém jamais havia realizado tal feito, e esperava por algo parecido com o que havia ouvido.

até o momento tudo estava de acordo: a viagem estava agradável, sendo distraída com alguns objetos que eram absurdamente interessantes - para compensar a falta de janelas e de filmes que estava acostumada das viagens de avião. e não durou muito tempo, cerca de meia hora da partida à chegada.

quando chegou, foi conduzida por um ser de aparência extremamente humana para uma área que ela não entendeu muito bem o que era. havia algumas almofadas espalhadas pelo chão, algumas plantas, era um ambiente aberto, bem iluminado - mas que não era possível saber de onde a luz vinha, um tipo de iluminação que, segundo qualquer pessoa acostumada com o sol, deveria ser adotado em todo o sistema com vida, porque era esplêndido - e havia uma criança rolando por entre as almofadas. como quem a conduziu até lá não deu maiores explicações, ela assumiu que ele estava lá para entretê-la enquanto esperava.

olhou para os lados e decidiu sentar-se em uma almofada. não passou muito tempo e a criança veio falar com ela. eles analisaram-se durante algum tempo, ele parecia remotamente familiar. ela não saberia descrever exatamente o que lhe era familiar, mas parecia como se ela sempre tivesse conhecido a criança. além disso, ele parecia ser amável, educado e um tanto curioso.

- posso ver o que tem nessa bolsa, senhora?

- mmm... pode, mas para cada coisa que você pegar, você tem que me responder uma pergunta. quer brincar disso?

- tudo bem, parece divertido.

a primeira coisa que ele puxou foi um caneta. na mesma hora ele a destampou e começou a rabiscar uma almofada.

- ei! não, por favor, vai estragar a almofada!

e ela tirou seu bloco de papel e entregou à criança.

- ó, rabisca aqui, é melhor.

ele deu uma pequena gargalhada e perguntou:

- você está preocupada com a almofada? não precisa, eu conserto.

na mesma hora a almofada voltou ao normal e ele deu alguns risinhos ao ver os olhos admirados dela.

- nossa, que legal, almofadas escrevíveis! mas agora você tem duas coisas da minha bolsa, isso quer dizer que eu tenho direito a duas perguntas.

ele não parou de rabiscar e só consentiu com a cabeça.

- da onde vem essa luz?

ele parou, olhou para cima e disse:

- não te agrada? pode mudar, ó. fala quando tiver bom.

sem tirar os olhos do papel ele fez as tonalidades trocarem como um canal de tv durante alguns segundos enquanto ela olhava estupefata para o alto.

- não, não é isso, pode deixar como estava.

- ah, que bom, aquela é minha favorita de todas. dá para trocar também a paisagem, na verdade, dá para trocar tudo, quer ver?

- não precisa, gosto desse, mas obrigada por oferecer.

- é esse também é meu favorito. você tem mais um pergunta, não tem? mas posso te perguntar uma coisa antes?

ela assentiu e ele prosseguiu:

- o que você está fazendo aqui?

- eu vim falar com alguém, fui chamada e disseram que era muito importante, então estou aqui esperando, eu acho. agora é minha vez: quem é você?

- ah, eu? eu sou o que você chama de deus.


para ler a segunda parte, clique aqui

3 comentários:

p! disse...

FOOOODA!!!

HAHAAHA

carola disse...

Nossa!
Ainda bem que não era eu, nem minha bolsa! rs

Joooooooo!!! Meu aniversario tah chegando quero reunir o pessoal aqui em casa vc vem?
Que dia eh melhor pra vc?
RESPONDEEEE!!! (VIA TWITTER, ORKUT, BLOG, FACEBOOK E TELEPATIA!)


beijoooos
saudades!

Ju disse...

Jô, eu tenho medo de vc.

#prontofalay