11.5.10

12/01/08

nossa, faz tempo que eu não escrevo aqui. tá, não faz tanto tempo assim, mas eu sei que nem sou o tipo de menina que desabafa com o diário. então, quando as coisas apertam, eu nem escrevo.

o enterro da mamãe foi acho que como todos os outros enterros. nunca tinha ido em nenhum antes, teve um padre falando por horas, como ela tinha sido uma boa mãe, uma boa esposa, um bom membro da igreja e tudo mais. o que eu acho que foi muito errado, porque a minha mãe nunca foi nenhuma dessas coisas, tirando bem no finzinho. meu pai até segurou as pontas bem. estava todo mundo lá. foi muito chato ter que cumprimentar todos e dar um sorrisinho quando eles diziam que sentiam muito quando nem sentiam. daí teve o caixão lá descendo e alguns parentes dela chorando. eu só fiquei com cara de cu o negócio todo. a elisa ficou do meu lado praticamente o tempo todo. meu pai olhava pra gente com cara estranha às vezes. meio que tentando entender e não imaginar coisas sexuais. e eu aposto que ele estava imaginando, as vezes ele fazia uma cara estranha. mas nem vou julgar, deve ser muito estranho para um pai perder a esposa e descobrir que a filha está com uma menina quando ela deveria estar com meninos.

depois foi uma galera pra casa. coitada da fabíola, que teve que cozinhar pra esse mundo de gente. parecia final de copa do mundo. eu cheguei em casa e me tranquei no quarto. a elisa foi também, já que eu tinha pedido pro meu pai e ele deixou. nos trancamos no quarto e ficamos deitadas, ela fazendo carinho na minha cabeça e eu olhando pro teto. ela começou aquela conversa de "vai ficar tudo bem" e tal. eu virei pra ela e disse o quanto estava feliz por ela estar lá. ela ficou olhando para mim com cara de boba, eu continuei falando que gostava muito dela e que não queria estar perto de mais ninguém. ela ficou com cara de idiota sorrindo, sabe aquela cara de criança que ganhou um presente? quando ela começou a dizer que gostava de mim eu disse que não precisava, que os olhos dela me diziam tudo que ela queria me dizer. tá, foi piegas, mas foi verdade. logo depois disso meu pai abriu a porta sem bater e se deparou com a gente deitada fazendo carinho nas mãos. ele olhou meio assustado, pediu desculpa, fechou a porta, bateu e eu falei pra ele entrar rindo. a elisa ficou meio sem jeito, mas eu achei a situação engraçada. ele disse para a gente descer que a comida estava pronta e saiu sem jeito.

a elisa olhou pra mim com uma cara de "que?!" e eu expliquei pra ela que eu tinha contado pra ele e tal. falei que eu tinha achado que já que ele estava super por baixo seria uma boa hora de contar, já que ele não iria brigar porque estava totalmente destruído. ela olhou pra mim assustada e eu falei pra ela ficar numa boa porque não ia acontecer nada. ele não ousaria fazer nada contra isso na fase que a família estava passando.

descemos, comemos, todo mundo foi embora. ficamos meu pai, a elisa e eu. ele veio querer conversar com a gente mas estava óbvio que ele estava incomodado. aí eu falei pra ele que nada precisava mudar, que ele continuaria sendo meu pai querido e que nada no mundo poderia mudar isso para mim. aí ele levou a elisa na casa dela, foi simpático com os pais dela, os agradeceu por deixarem a elisa passar tanto tempo comigo, já que a minha mãe tinha morrido e tal. e isso com nós duas do lado, foi embaraçoso. eles agradeceram por cuidar tão bem da elisa e tudo mais e disseram que enquanto ela quisesse estar comigo ela poderia e todas aquelas coisas de adultos.

voltei conversando com meu pai, ele explicou que precisaria de algum tempo para se acostumar, mas que nada mudaria em relação à elisa. ele disse que sabia o tanto que ela me ajudava e tudo mais. eu fiquei feliz por ele entender que ela era importante para mim. no dia seguinte levei café na cama para ele e comemos juntos.

não sei como ele está lidando com a morte da mamãe, ele continua indo ao psicólogo, o que eu acho ótimo. continuou tudo um tantinho normal nesses dias pós-enterro. só a clarice, colega de trabalho dele, que veio aqui algumas vezes, e ela foi super simpática comigo e tal. sei lá, espero que ele não esteja tendo um caso com ela. ela parece ser legal demais para que eu a odeie por um motivo tão bobo.

e eu vou parar de escrever, tá comprido demais isso e amanhã vou ver a elisa. s2.

3 comentários:

Ju disse...

Nhow! Tá mega fofo esse amore delas. Adoro Amanda! =P




Meo... meu português não é perfeito, mas me criticar por isso e escrever um paragrafo TOTALMENTE sem pontuação, é a treva! Fala sério...




Sodadis, mega, mor.

p! disse...

vou fazer uma camiseta *I LOVE AMANDA byJO*

-espero que a aline entenda-

e tenho que lembrar de fazer aquela que eu te prometi ha anos
"people are just people"

Praguejento disse...

tá tomando um rumo legal :)