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18.1.11

a graça da vida

aí que é essa a graça da vida, sabe? a falta de ter graça deixa ela um tanto engraçada. você acorda, todos os dias, e acha um jeito de se ocupar. trabalho, escola, projetos, tv, internet, qualquer coisa. agora, por que você faz isso? já parou em algum lugar, ficou em algum canto, só olhando o que as pessoas fazem? como correm, como estão sempre ocupadas. é um jeito legal de se ocupar com a ocupação dos outros.

por que é necessário se ocupar? é para passar o tempo ou só para não pensar? o pensamento elaborado é o que transformou o mundo no que ele é hoje, seja por pessoas se ocuparem em não pensar nas coisas que as deixariam tristes ou por justamente pensar nas coisas que as deixariam tristes, mas a chave de tudo continua sendo ele. pode-se apostar que a maioria das invenções e descobertas veio de algum ser humano tentando fugir de alguma dos pensamentos irritantes sobre a vida.

sério, pense em newton, quando ele resolveu gastar anos da vida dele pensando no motivo que faz coisas caírem, ao invés de simplesmente flutuarem. ele não era só curioso. ele não era só um maníaco turrão. ele provavelmente era depressivo e fujão. os filósofos, esses tem grandes problemas, os caras passaram gerações pensando, em diversas formas com diversas linhas de pensamentos e não conseguiram chegar a conclusão alguma. eles deveriam ser extremamente-muito-mesmo depressivos - mas também não tinha internet nem tv na época.

mas, uma coisa pode ser dita, se você é depressivo e não sabe o motivo, ocupe-se com algo legal e tome alguma coisa para dormir. você não terá mais problemas. pode ser qualquer coisa que te agrade, só faça. você pode ficar rico se for algo lucrativo. e está aí a graça da vida, manter-se ocupado.

15.12.10

babaquice

as pessoas gostam do que eu escrevo. por que raios as pessoas gostam do que eu escrevo se eu nem escrevo bem e os assuntos são sempre os mesmos, super repetitivos? talvez as pessoas tenham mau gosto ou só estejam acostumadas a coisas que são totalmente diferentes das coisas que eu escrevo e isso torna as coisas que eu escrevo diferentes, inovadoras e interessantes. o que eu acho uma babaquice, porque as coisas que eu escrevo são bem idiotas. (e esse parágrafo está ridículo mas eu gostei dele porque achei babaca.)

eu deveria estar escrevendo mais. mas eu só tenho inspiração quando eu estou triste, e eu não tenho estado triste de verdade há um tempo. e eu acho que é mentira essa coisa de inspiração por mal-do-século - é coisa muito de romântico babaca que só escrevia livro chato - porque eu acho que inspiração baseada em sentimentos, pelo menos para texto em prosa, algo meio estranho.

o fato é: não tenho escrito porra nenhuma. e por porra nenhuma, leia, porra nenhuma. gosto de culpar a falta de tempo dizendo que eu estou trabalhando demais. e eu nem estou trabalhando tão demais assim, semestre que vem estarei trabalhando demais de verdade; se eu não escorregar, batera a cabeça e morrer no meio tempo. aí eu penso que eu estou sem inspiração porque eu estou feliz e é mais legal viver a vida do que criar histórias xis na minha cabeça num tempo que eu poderia estar vivendo a vida. o que é outra babaquice, visto que tenho meus momentos de ócio que eu poderia aproveitar para escrever. então eu percebo: eu não estou escrevendo porque estou com preguiça.

se eu adotasse resoluções de ano novo, eu provavelmente todo ano prometeria ter mais preguiça. e todo ano não cumpriria e acharia ridículo ter prometido ter menos preguiça. mas eu acho que vou voltar a escrever mais só para provar que eu não tiro inspiração só do mal-do-século.

é. assim o farei.

(puta texto tosco do caralho.)

13.7.10

f5 - neurotransmissores fuderosos of doom

o sentimento de liberdade momentânea se aproxima por um momento: em teoria acabaram-se as lições de casa. agora só faltam alguns boletins, separar por aluno e ordem numérica, grampear e uma única reunião. daí o período aproximado de extensas duas semanas de puro ócio e divertimento a valer. eu deveria estar dormindo para fazer isso um pouco descançada para amanhã mas a excitação por duas semanas sem lição é tão grande que me faz não ter sono. lição de casa de aluno sempre tira o sono, ou é porque você tem que corrigir duzentas em quatro horas ou é porque elas acabaram e você vai poder assistir toda a porcaria que você baixou no hd, ir para o botecão prometido que tá quase virando a volta de jesus - já que não dá tempo porque fim de semestre é um cu, e escrever, ler, escrever e ler e escrever.

semestre longo. no meio dele já queria que a ciência provasse que lição de casa tem combustão espontânea e que aconteceu vanguardamente com as minhas, mas os cientistas ficam mais preocupados com coisas pífias, tipo o genoma ou a cura da aids, do câncer ou da lenda urbana da gripe do porquinho.

aleatoriedades:
adoro ver os ossos da minha mão. adoro bater algum osso e sentir dor de gente magra. adoro quando marca a mandíbula ou quando os tendões do pescoço ficam salientes. adoro quando meu aminguinguinho praguejento sai comigo. vou adorar muito quando meus fones novos chegarem. adoro violinos ao fundo das músicas. adoro microfonia no começo de músicas. adoro guitarras distorcidas. adoro voz rouca. adoro o som do ride quando ele é sequinho mas mesmo assim dá pra ouvir os harmônicos no meio da música. adoro café sem açúcar. adoro mostarda. adoro pimenta. adoro vodka pura.

adoro cigarros. aliás, se pá eu tô fumando demais de novo. ou não, se for ver, meus dias tem durado por volta de 30/36 horas. isso porque eu me forço a dormir, senão durariam mais. meus planos são de virar um zumbi em poucos anos. ficaria mais tempo acordada, se minhas costas permitirem. tô até gostando da minha dor nas costas absurda no momento, virei amiga dela.

às vezes é um saco ser eu e tal. mas na maior parte do tempo eu lucro bastante com isso, então, no complaints. queria acordar um dia, um diazinho só, no corpo de outra pessoa só pra saber como funciona a cabeça de alguém que não eu. acho que eu poderia aprender bastante sobre diversos temas, seria interessante. acho que vou estudar um pouco de sociologia durante as "férias", se pá tá faltando conhecimento um pouco menos básico na área. que a força esteja com lord google por seus serviços formidáveis à sociedade.

dica aos amiguinhos fumantes: quando seu cinzeiro começa a queimar sozinho é hora de limpá-lo. cheiro de bituca incinerada não é dos melhores.

é incrível o que um pouco de serotonina e endorfina brincando de roda com nicotina, cafeina (e mais algumas aminas) e um pouco de sono não fazem com uma pessoa. privação de sono é a nova droga, galerë, experimente, super dica. te deixa doidão, não gasta nada, você viaja sobre hare-krishnas, muito laranja e ex-namoradas de amigas suas. mas não é só isso, quando você atinge o patamar invejável de 48 horas sem dormir você fica com bonus-combo-cheat-special e supera qualquer droga ilícita que eu já tive o desprazer de experienciar os efeitos. quando quiser parar de brincar disso, é só assistir a um documentário em streaming no google videos em que a voz do narrador se mantém constante e tem um fundinho de música clássica pra dar o elã. zeitgeist addenum funciona perfeitamente comigo, às vezes algum da bbc, mas só às vezes, porque bbc é pra galere geral e não é trüe-mothafucka-roots como os independentes. o único problema é você derrubar o computador ou dormir com a cara no teclado e acordar com o padrão qwerty estampado em alguma das suas têmporas. funciona melhor que diazepam, o valium das terras tupiniquins. mas se você é uma pessoa chata e normal que não gosta de ver até onde você é capaz de chegar e dorme oito horas por dia, todos os dias tudo isso que foi escrito nas últimas linhas é totalmente inútil.

sexo gay, sexo lésbico, peitos, bunda, conto erótico, cu, ffuking ffantastic, two girls one cup, hardcore, bondage, submission, swallow cock, creampie, ass to mouth.

perdão as palavras, é só pra rir de quem for cair aqui depois por causa dessas palavras. webdevelopers, cheating on google since the begining of the malandropscity.

peguei e cansei. se pá vou dormir. provavelmente não, mas, né?

se pá em breve tem conto novo. amanda nova também vai vir por esses dias.

may the force be with you!

7.7.10

mais um!

REGINA, PUTA QUE PARIU!

1.4.10

teste

vamos ver se funciona. estou a beber para ver se consigo produzir alguma coisa bêbada. mas temos dois poréns: primeiro, eu não conseguir escrever nada com verossimilhança; segundo, não ter bebida o suficiente pra me deixar bêbada. será que um quarto de litro combinado com um dia inteiro sem comer mais muito cansaço consegue me afetar?


veremos a seguir.

(por que eu tô fazendo isso?)

5.3.10

madrugada adentro e estupidez de sobra

descobri que ou eu posso dormir ou escrever. escrever é mais legal, mentira, dormir é muito mais legal que qualquer coisa na vida. e como faz bastante tempo que eu não escrevo coisas bizarras por extrema falta do que escrever, cá estou eu.

passando esse parágrafo introdutório, vamos aos promenores. hoje eu senti felicidade extrema, do tipo que eu não sentia há eras. por quê? sei lá. suponho que esse texto medíocre descambe pra mais uma "ode às pessoas" que eu tenho de tempos em tempos. e, se descambar, serei extremamente arrogante, como só eu sei ser mas tento reprimir por piedade e senso de coletividade - mais senso de coletividade do que piedade, na verdade. lembrando que a opinião do leitor pouco importa - se não for totalmente descabida de importância - para mim.

sugiro que leia kafka, o cara é um puto. sério. larga o crepúsculo, o harry potter, a auto-ajuda e todos os possíveis best sellers que estejam em mãos, vá para a primeira banca que você achar e compre um pocket book do kafka. provavelmente será ou o processo ou a metamorfose. sugiro a metamorfose pra começar, o poder de descrição do cara é absolutamente foda.

passada a dica de leitura, chega-se ao poderio do mês de março. ah, março, só março na minha vida. março é sempre março, e esse não tá deixando a desejar a qualquer outro março. algum dia descubro por que raios esse mês é tudo isso nos meus ciclos. enquanto tem gente que é ano novo ou aniversário, minha pegada é em março. tudo começa em março. repeti março quinze vezes no parágrafo só para atestar minha empatia com o mês três.

afora isso, vale-se dizer que as pessoas sempre surpreendem. ou pro lado legal da coisa, ou pro lado zoado. tudo bem que a grande maioria continua sendo a massa amorfa que só existe pra fazer número e tirar comida da outra grande massa amorfa de pessoas que passam fome. sou ruim, sou sacana mesmo e nunca escondo de ninguém. dica de vida para o leitor: se alguém diz que não serve pra você, acredite. se alguém diz que não vale o que você merece, acredite. se alguém diz que é sacana, acredite. se alguém diz... ah, você entendeu, né? pessoas que dizem esse tipo de coisa não mentem nessas afirmações. aprenda: pessoas mentem por coisas boas, aumentam qualidades e escondem os defeitos. quem chega e mostra o defeito na cara deve ser levado a sério.

mas voltando as pessoas, sim? tem gente que sabe exatamente o que fazer. sério. sabe a hora certa de estar presente, de estar avulso, de se fazer distante só pra conseguir o que quer. por mais que possa ser inconsciente, faz. isso é muito legal. e meio que anda me fodendo. mentira, nem anda, mas se eu penso por mais de trinta segundos mais de uma vez por dia é sinal de que algum efeito tem sobre minha psique. em contrapartida, tem gente que inspira dó. inspira dó por razões inúmeras as quais não elencarei nesse amontoado de coisas à lá querido diário, uma pra não dar mais razão pra mimimis, outra porque eu morro de preguiça. me atenho às outras que me intrigam. o mais legal é que eu sei que eu lerei esse texto daqui uns meses e nem vou saber do que eu estava me referindo nesse parágrafo. falta de memória é tudo na vida de alguém. falta de memória + tudo novo = o que aconteceu que eu não lembro?

não acredito que já faz um ano da viagem toda - a qual eu provavelmente lembrar-me-ei por toda minha vida. o pior não é a viagem em si, sim gente falando que é de verdade. essa gente me assusta, sério. acho que o pior mesmo é eu não ter me arrependido da decisão dentro do ônibus há mais de ano. perdão pelo texto intimista clariceano (clarice me dá nojo e todo mundo que a endeusa cai no meu nível de bom gosto literário), mas é o poder de março por sobre mim. (adoro preposições compostas.)

março, ó março. escreverei uma letra de música tosca sobre esse mês, sério. pessoas, ah, pessoas, como vocês me entretem, como vocês me divertem, como alguns de vocês me inspiram pena! por mais que eu ache a grande maioria de vocês indigna de atenção, vocês tornam minha vida mais divertida.

no mais, notícias sobre o blog: logo mais amanda. e também ideias para um conto um tanto diferente.

até a vista, caro leitor. desculpe forçar um textinho medíocre desses que você acha por toda a baixa blogosfera. se bem que, querendo ou não, é isso o que a maioria de vocês prefere, não é mesmo?

13.2.10

monólogos sobre a amizade

ela diz:
sabe, nós dois somos dois fodidos. é, você todo aí tentando reconciliar caso do passado e eu aqui assistindo comédia romântica. não sei como a gente terminou assim, mas somos perfeitos um para o outro. pena que somos incompatíveis e nós dois sabemos disso. somos os dois talentosos, claro que da nossa própria maneira. e, sendo um pouco mais atrevida, somos até bons partidos. você com essa barba por fazer te dando charme e esse aspecto obtuso e eu, tá, eu nem tenho muitos atributos, mas sou engraçadinha, pra dizer o mínimo.

eu já te disse o quanto eu gosto quando você tem sede de vida? ah, já disse sim, hoje de manhã. mas é legal, você muda totalmente, sai dessa nossa bad instaurada desde a nossa infância e, sabe, mesmo sem querer me dá esperança de sair também. é quase como fim de filme de comédia romântica, sempre acaba tudo bem apesar das intrigas e problemas do meio. menos o filme que eu assisti por último, nem acabou tudo bem. você é o meu fim de filme de comédia romântica quando acaba tudo bem. dá esperançazinha.

é, você me dá esperança, apesar de eu saber que você é tão fodido quanto eu. e as nossas conversas aleatórias? só com você que eu consigo conversar profundamente sobre os propósitos de distúrbios psicológicos e logo depois das propriedades do miojo, ambos casos com a mesma magnitude de pensamentos complexos e teorias complicadas que nunca poderiam ser aplicadas à realidade. você acha que isso é pra qualquer um? não, é só pra gente talentosa - diz-se talentosa pra não dizer que são pessoas problemáticas, ou com "probleminha" como eu sei que você gosta de dizer.

sabe uma das coisas que eu mais gosto em você mas que não teria nenhum problema em te ver sem? a sua amargura, você é mais amargo que o ciúme com um montão de café expresso jogado em cima. e eu gosto disso, porque eu sou tão amarga quanto você. mas eu nem ligaria de te ver feliz e ficar amarga sozinha no canto da festa que todo mundo se diverte menos eu. falando em festa, sabe o que é engraçado? eu nunca te vi bêbado de verdade. só de sono, e você bêbado de sono é realmente bem legal.

gosto muito também do jeito que você inventa vocabulários e jargões e bordões. gosto do jeito que você fala. e acho que te vi rindo de verdade mesmo só uma vez. naquela vez que a gente fez todo mundo parecer ridículo, você ria que dava até gosto de ver, tipo aquelas crianças deslumbradas que nunca viram escada rolante. foi a única vez, todas as outras você tava mais contido. mas mesmo assim eu sempre percebo o quanto você é mais feliz quando tá comigo. continuo no pensamento: pena que a gente é incompatível.

lembra daquela vez que... é, você sabe, eu esqueço das coisas. e você não se importa com isso, gente que me aceita sem memória é sempre gente que merece minha atenção. ah! lembra daquela vez que você esqueceu da gramatura do papel que você precisava comprar e me perguntou só por perguntar e eu disse qual era? naquele dia o mundo parou de girar por dois segundos, eu juro senti o mundo parando e ouvi aquele coro de querubins ao fundo - e choveu pra caralho naquele dia, acho que a culpa foi de eu ter lembrado.

eu gosto como você me empresta livros, até aqueles que você tá na metade mas tá enchendo o saco. aí eu leio, te falo que o livro é legal pra caramba e você volta a ler? e o jeito que a gente discute sobre música? gosto disso, ficamos trocando figurinhas sobre bandas desconhecidas que só a gente e mais meia dúzia no mundo conhece só porque é legal e o nosso gosto é melhor do que o do resto do mundo. tá, eu sei que você não concorda com o nosso gosto sendo melhor, mas eu acho, e o que eu acho é o que tá certo.

também é legal o jeito que a gente se conheceu. quem diria que nós viraríamos amigos? quem diria que nós teríamos tantas coisas em comum? eu não diria, nem você, eu sei. você mudou muito desde que me conheceu e eu nem tanto, só fiquei mais chata, mas isso não foi mérito seu. eu gosto de como você mente absurdamente tentando me enganar, ou quando mente só pra me fazer rir quando eu pergunto "quem vai?". eu nunca me canso da resposta dessa pergunta.

e eu gosto também o jeito que eu posso falar com você sobre qualquer coisa, mostrar meu ponto de vista de verdade de tudo e você não me julga por ele. eu gosto de quando você fala que eu sou bonita, por mais que eu realmente não acredite no que você diz e por mais que eu ache que é só compaixão pra não me ver mal porque a genética não foi legal comigo nessa parte. eu gosto como você gosta das coisas que eu faço e como você acha que eu sou foda em um monte de aspectos. sério, sua opinião conta muito pra mim.

já mencionei o quanto eu acho incrível que você esteja dando um rumo pra sua vida? você tem me ajudado a dar um rumo pra minha também. nossas resoluções nas manhãs de domingo são as melhores. e nem precisamos de ano novo pra achá-las. nós somos absolutamente incríveis. e fodidos. até a sua mãe gosta de mim! isso é inédito na minha vida. todas as mães geralmente me odeiam.

eu sei que com você eu sempre vou ter com quem rir dos infortúnios da vida, sempre vou ter quem me apóie não importa o quão insano um projeto seja, sempre vou ter alguém falando pra mim que vai funcionar, por mais que esteja na nossa cara que não vai. e eu te amo por isso, e por mais um monte de coisas também, mas aí ia ficar mais clichet e piegas do que nós dois conseguimos suportar, então nem vou mencionar.

ele diz:
Você se lembra qual foi a primeira visão que teve de mim? Eu me lembro a primeira que tive de você. Eu ali, parado na estação, encostado na pilastra e você caminhando em minha direção, de preto como sempre, trajando suas charmosas calças de pijama escocês. Você me olhou de cima a baixo, como se tirasse um raio-x do meu corpo e soltou a simples interjeição: "acho luxo", virou-se e começou a conversar com a garota que estava ao lado. Pensei: "que garota petulante!". O tempo passou e eu não imaginei como aquela garota petulante iria me conquistar e fazer de mim uma pessoa menos depressiva e mais expressiva. Gosto das conversas densas que temos, atravessando madrugadas, incontáveis cigarros divididos. Você sempre coca zero, eu sempre coca light. Nos completamos ainda que sejamos completamente incompletos. Crianças vazias e tristes que encontraram apoio em um semelhante qualquer. Lembra do dia que decidimos que este mundo seria pequeno para nós? Guardo a minha melhor lembrança do seu rosto daquele dia. Você estava mais sorridente e bonita do que de costume. Já te falei que a única garota que eu casaria seria você?

29.1.10

recado:

boudica manda dizer oi.

19.1.10

é.

morro de insônia, tô no meio de uma crise de falta de criatividade, achando que tudo que eu escrevo é um lixo (e realmente é, sem desculpas), levando bronca da fedelha que eu geralmente dou broncas, sendo forçada a assumir comprometimento chato com a família, com muito tempo livre.

é. não dá pra dizer nada além de "é".

23.12.09

um ano - balanço geral

aí que algum dia desses o blog fez um ano de idade.
nesse ano publiquei 30 contos, oito crônicas, dez entradas no diário da amanda e mais um monte de besteiras que nem vale a pena ser lido.

nesse meio tempo, desde o começo de fevereiro até hoje, foram 3884 vistas gerais e 2009 visitas únicas, de oito países diferentes pelo mundo. número que eu considero expressivo dado ao conteúdo do blog, pseudo literatura na internet. e leitura na internet não é algo que traga muitos visitantes. os dois textos mais acessados foram carta de amor, graças ao grande número de gente preguiçosa que quer achar uma carta de amor pronta no google para entregar ao amorzinho (eu ainda farei um modelo de carta que é só trocar o nome e vou liberar pra geral pegar) e a crônica cigarro e manipulação das massas que foi divulgada no site fumantes unidos (o qual sou colaboradora com textos) e, desse site, foi linkada para mais alguns outros, o que gerou grande número de visitas desde sua publicação.

há de se dizer que esse blog é totalmente experimental para mim, o uso como ferramenta de treino para meu objetivo maior. logo, há muita coisa ruim mesmo publicada aqui e uma ou outra coisa boa. então eu acredito que o balanço anual foi produtivo.

no mais, caro leitor, digo que farei o possível para publicar mais dois contos e pelo menos uma entrada no diário da amanda até o fim desse mês. já tenho as ideias, é só questão de tempo até a publicação.

para quem acessou uma vez e gostou e voltou, muito obrigada.
para quem acessa sempre porque é meu amiguinho, muito obrigada.
para quem acessa sempre porque gostou e nem me conhece, muito obrigada.
para quem veio parar aqui por causa da preguiça e a vontade de pesquisar no google uma carta de amor pronta para entregar pro amorzinho, bem, você fez número.

17.11.09

divagação

você sabe quando tem algo estóicamente errado quando não há nada a reclamar.


impassibilidade é tããããão marasmenta.

16.10.09

preencha a lacuna:

escrever sobre ______________.


complete no comentário, sim? a resposta mais criativa ganhará um conto publicado aqui nesta página.

17.9.09

trabalho nosso de cada dia

"I liked to salvador is the beautiful scenery, because have beachs, beautiful people, simpaticas people, things, clothes, many old houses good music, many good mu - sic*.
the river is many blue a beautiful blue, intresting musics!"



alguém acha que isso é uma redação? antes que venha me apedrejar, esse ser estuda inglês há, no mínimo (no mínimo, porque com isso não duvido que tenha reprovado algum livro), três anos e meio.




* separado assim porque a criatura resolveu que ia brincar de separação silábica no meio da "redação".

8.9.09

moral da história

estava a andar por um campo minado numa tarde de domingo ensolarada. dei um passo. click. "merda, vou perder minha perna". BOOOOOOOOM!!! voei alguns metros, legal, economizei uns passos. peguei meu cinto num ímpeto de sobrevivência e manufaturei um torniquete para não sangrar até secar. torniquete feito, tive que andar, ou melhor, pular até sair desse campo minado e conseguir ir até o hospital. no primeiro pulo, click. "merda, outra bomba. deveria ter me arrastado..." BOOOOOM!!! voei mais alguns metros e saí do campo minado. peguei um cipó para fazer outro torniquete e conseguir ajuda antes de todo meu sangue esvair-se pelo meu recém adquirido cotoco. eu consegui chegar ao hospital depois de me arrastar por cinco dias e hoje estou vivo.

moral da história: às vezes perdemos as duas pernas para continuarmos vivos. o segredo é só não se importar com piadas de pessoas cotocas depois de ter que se arrastar por aí sem pernas. vendo pelo lado bom, você ainda pode falar que é um tipo de herói de guerra e conseguir piedade alheia.

24.8.09

conversa de família

depois de chegar em casa, domingo à noite, sem ver sua mãe desde sexta feira, a progenitora indaga:
- e aí, filha, tudo bem?
e a cria responde:
-tudo sim, mãe, e com você?
depois de cerca de três frases de conversa social, chega-se ao tema:
- pô, mãe, tomei vodka belga hoje.
a resposta:
- é? e eu tomei cerveja tcheca! imagina todo o gosto da cerveja sem aquele amargo ruim que tem normalmente...
- ah, mas aí nem é cerveja, cerveja é amarga. a vodka que eu tomei era tão suave que se colocasse gelo ficara muito aguada e intragável.
a conversa se extendeu por alguns minutos sobre a propriedade amarga da cerveja e terminou com um filme bem dramático.





- adoro minha família.

24.6.09

revelação:

morro de vontade de perguntar quem morreu quando alguém coloca "LUTO" no nick de qualquer coisa.

11.6.09

declarações amorosas

eu amo você de qualquer jeito, feliz, triste, gay, hétero, com barba, sem, com pau, sem, dando o cu, ou nem, cabeludo, careca, saudável, com câncer.
te amo, vi.


p.s. e digo mais, trocaria sua fralda geriátrica se você ficasse velho.
p.p.s. e ainda passaria hipoglos e talco pra você não ficar com as bolas assadas.

8.6.09

holly shit!

tudo que eu tento escrever parece auto-ajuda esotérica a lá paulo coelho. pelo menos já tenho a fórmula do sucesso. deixa só eu terminar a droga do último livro dele e desintoxicar minha mente com alguma boa literatura que tem mais contos vindo.




- dells, paulo coelho!

29.5.09

matemática aplicada:

felicidade = x + y + z + (QWERTY . 3,14)/π


logo:

x + y + z + QWERTY = felicidade


sendo que x equivale ao período em que você mais espera do dia, tal que y seja a segunda coisa que te faça mais feliz no mundo, com prova real que z é o que te faz mais feliz no mundo e tomando QWERTY como a variável, temos nesta equação:

madrugada + vodka + luckies vermelhos + música depressiva = felicidade

25.5.09

diálogo real:

ái, amiga, o que você acha dele?
eu acho que ele é meio possessivo.
você acha isso mesmo? ele parece ser tão cuidadoso comigo.
sentimento de posse.
ah, mas...
e digo mais, ele vai começar a te prender em casa, não vai te deixar ver teus amigos.
ele não é assim, ok?
então ele vai se sentir como se fosse seu dono.
ele jamais faria isso...
daí ele vai começar a te bater e ficar cada vez mais psicótico.
pára de viajar...
então ele vai te matar, cometer necrofilia, te esquartejar e desovar teu corpo por partes diferentes e distantes da cidade.
*feição amedrontada*